Wabi -Rústico simples, fresco, sossegado. Sabi - Enxuto, Seco, Simples, frio, imperfeito. 7 - Perfeito
21/10/14
A minha avó!!!
06/03/11 OLD FRIENDS
Ela deu-me a minha primeira boneca,
Ela acordava-me de manhã para ir para a escola,
Ela preparava-me sempre o pequeno almoço
Na casa dela nunca faltava a sopa,
Não demonstrava amor mas eu sabia tão bem que ela o tinha, não foi ensinada a demonstra-lo, foi habituada a ser "dura" nunca soube o que era o carinho de uma mãe, nem a presença de um pai.
Ela limpava as minhas feridas, com álcool e tintura iodo, doía mas saravam.
Na sua maneira, quase militar, de ser controlava ou tentava controlar todas as situações boas ou más...nunca percebeu que isso por vezes era mau.
Foi mãe, mulher, sofreu a dor de perder um filho e mais tarde o marido, cumpriu o juramento na alegria e na tristeza na saude e na doença até que a morte nos separe.
A mãe enlouqueceu tinha ela 4 anos. Ficou só com os irmãos ao cuidado da avó, que, de tanto trabalho que tinha numa pensão/restaurante que possuía em Coimbra, mal tinha tempo para os ver.
Foi educada pelos criados e cozinheiras, aprendeu cedo a costurar, cozinhar e a ter que se "desenvencilhar" sozinha.
O pai partiu para África, ela estudou e gostava de o fazer. Era inteligente, no entanto nunca o julgou ser.
Aos 14 anos perdeu a melhor amiga, Por essa altura ela e os irmãos partiram de Portugal, para se juntarem ao Pai em África,
Quando lá chegou, teve saudades, mas rapidamente se ambientou e apaixonou pelo continente, onde conheceu o Amor da sua vida, ele era bonito, galã e elegante e sabia disso, ela apaixonou-se e pagou o preço.
Teve 3 filhos, duas meninas e um menino, "cresceu" tornou-se mãe e que mãe, tornou-se esposa e dona de casa, ajudava-os na escola e isso espalhou-se. Rapidamente começou a ter explicandos, a quem ensinava desde o Português à Matemática, ciência de que tanto gosta, ainda nos dias de hoje.
Perdeu, na maior dor da sua vida, o seu único filho varão, envelheceram-se-lhe os cabelos e a alma, nunca mais dormiu da mesma forma, nunca mais acordou sem dar um ai.
nunca mais voltou a sentir a vida como antes.
Nunca se queixava, nunca estava doente, colocava sempre os outros acima dela, nunca tinha dores.
Gostava de cantar, mas calaram-lhe o canto,
teria sido mais feliz com o Judeu?
talvez. Mas ele não era tão bonito como o Leonardo.
Voltou para Portugal meses antes do 25 de Abril, ele era considerado comunista, homem letrado, professor da escola técnica, nunca se calou relativamente ao que pensava e sentia, começaram a persegui-lo e já tinham assassinado pessoas, voltaram, trazendo o primeiro neto varão.
Ela deixou tudo naquela terra que aprendeu a amar e a apreciar.
Não voltaria a colocar flores na campa do filho, não voltaria a ver o por do sol em Inhambane nem a fazer a travessia entre lourenço Marques e xai xai.
deixou a terra amada e voltou á terra mãe, aqui se tornou a ambientar, reaprendeu a viver na metrópole como chamavam em |África.
Ele começou a mudar a ficar estranho, adoeceu na noite de Natal, aqui estava a vida a pregar-lhe outra partida, quando parecia que tudo acalmara, quando parecia que podiam ter uma velhice feliz e pacifica, ele teve um AVC, ficou totalmente paralisado, ela foi visita-lo diariamente ao hospital durante 3 meses, depois trouxe-o para casa, nos 8 anos que decorrerram desde desse dia ao dia em que teve outro AVC que o levou, ela nunca deixou de o tratar, como se fosse enfermeira, fazia tudo por ele, quando ele partiu ela sofreu, mas finalmente descansou.
Quando precisei esteve lá, agora precisa ela, e eu quero estar cá,
Está velhinha, umas vezes mais baralhada que outras, mas, ainda se levanta todos os dias, ainda faz toda a lida da casa, ainda faz o almoço e o jantar, já não tem as forças, nem a memória de outrora.
Secam-lhe as peles e os ossos já lhe pesam no corpo, o cabelo tá todo branco, e as faces já não tem o rubor da juventude são os 85 invernos a reclamar a sua parte,
Minha Avó Minha Avó ; (
Old friends, old friends sat on their parkbench like bookends
A newspaper blowin' through the grass
Falls on the round toes of the high shoes of the old friends
Old friends, winter companions, the old men
Lost in their overcoats, waiting for the sun
The sounds of the city sifting through trees
Settles like dust on the shoulders of the old friends
Can you imagine us years from today, sharing a parkbench quietly
How terribly strange to be seventy
Old friends, memory brushes the same years, silently sharing the same fears
More lyrics: http://www.lyricsfreak.com/s/simon+and+garfunk
Ela acordava-me de manhã para ir para a escola,
Ela preparava-me sempre o pequeno almoço
Na casa dela nunca faltava a sopa,
Não demonstrava amor mas eu sabia tão bem que ela o tinha, não foi ensinada a demonstra-lo, foi habituada a ser "dura" nunca soube o que era o carinho de uma mãe, nem a presença de um pai.
Ela limpava as minhas feridas, com álcool e tintura iodo, doía mas saravam.
Na sua maneira, quase militar, de ser controlava ou tentava controlar todas as situações boas ou más...nunca percebeu que isso por vezes era mau.
Foi mãe, mulher, sofreu a dor de perder um filho e mais tarde o marido, cumpriu o juramento na alegria e na tristeza na saude e na doença até que a morte nos separe.
A mãe enlouqueceu tinha ela 4 anos. Ficou só com os irmãos ao cuidado da avó, que, de tanto trabalho que tinha numa pensão/restaurante que possuía em Coimbra, mal tinha tempo para os ver.
Foi educada pelos criados e cozinheiras, aprendeu cedo a costurar, cozinhar e a ter que se "desenvencilhar" sozinha.
O pai partiu para África, ela estudou e gostava de o fazer. Era inteligente, no entanto nunca o julgou ser.
Aos 14 anos perdeu a melhor amiga, Por essa altura ela e os irmãos partiram de Portugal, para se juntarem ao Pai em África,
Quando lá chegou, teve saudades, mas rapidamente se ambientou e apaixonou pelo continente, onde conheceu o Amor da sua vida, ele era bonito, galã e elegante e sabia disso, ela apaixonou-se e pagou o preço.
Teve 3 filhos, duas meninas e um menino, "cresceu" tornou-se mãe e que mãe, tornou-se esposa e dona de casa, ajudava-os na escola e isso espalhou-se. Rapidamente começou a ter explicandos, a quem ensinava desde o Português à Matemática, ciência de que tanto gosta, ainda nos dias de hoje.
Perdeu, na maior dor da sua vida, o seu único filho varão, envelheceram-se-lhe os cabelos e a alma, nunca mais dormiu da mesma forma, nunca mais acordou sem dar um ai.
nunca mais voltou a sentir a vida como antes.
Nunca se queixava, nunca estava doente, colocava sempre os outros acima dela, nunca tinha dores.
Gostava de cantar, mas calaram-lhe o canto,
teria sido mais feliz com o Judeu?
talvez. Mas ele não era tão bonito como o Leonardo.
Voltou para Portugal meses antes do 25 de Abril, ele era considerado comunista, homem letrado, professor da escola técnica, nunca se calou relativamente ao que pensava e sentia, começaram a persegui-lo e já tinham assassinado pessoas, voltaram, trazendo o primeiro neto varão.
Ela deixou tudo naquela terra que aprendeu a amar e a apreciar.
Não voltaria a colocar flores na campa do filho, não voltaria a ver o por do sol em Inhambane nem a fazer a travessia entre lourenço Marques e xai xai.
deixou a terra amada e voltou á terra mãe, aqui se tornou a ambientar, reaprendeu a viver na metrópole como chamavam em |África.
Ele começou a mudar a ficar estranho, adoeceu na noite de Natal, aqui estava a vida a pregar-lhe outra partida, quando parecia que tudo acalmara, quando parecia que podiam ter uma velhice feliz e pacifica, ele teve um AVC, ficou totalmente paralisado, ela foi visita-lo diariamente ao hospital durante 3 meses, depois trouxe-o para casa, nos 8 anos que decorrerram desde desse dia ao dia em que teve outro AVC que o levou, ela nunca deixou de o tratar, como se fosse enfermeira, fazia tudo por ele, quando ele partiu ela sofreu, mas finalmente descansou.
Quando precisei esteve lá, agora precisa ela, e eu quero estar cá,
Está velhinha, umas vezes mais baralhada que outras, mas, ainda se levanta todos os dias, ainda faz toda a lida da casa, ainda faz o almoço e o jantar, já não tem as forças, nem a memória de outrora.
Secam-lhe as peles e os ossos já lhe pesam no corpo, o cabelo tá todo branco, e as faces já não tem o rubor da juventude são os 85 invernos a reclamar a sua parte,
Minha Avó Minha Avó ; (
Old friends, old friends sat on their parkbench like bookends
A newspaper blowin' through the grass
Falls on the round toes of the high shoes of the old friends
Old friends, winter companions, the old men
Lost in their overcoats, waiting for the sun
The sounds of the city sifting through trees
Settles like dust on the shoulders of the old friends
Can you imagine us years from today, sharing a parkbench quietly
How terribly strange to be seventy
Old friends, memory brushes the same years, silently sharing the same fears
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20/10/14
Oração antes de dormir!!
Oração da Alice antes de dormir....
" Obrigado Deus por teres dado vida aos animais, especialmente á Sara e aos ursos Polares".....
" Obrigado Deus por teres dado vida aos animais, especialmente á Sara e aos ursos Polares".....
Os Dinossauros ???? foi Deus!!!
Alice para mim com muita certeza....
Ohhh Mãe...foi Deus que matou os Dinóóssauros!!!
Eu, com grande espanto, respondo em tom de Pergunta..Cooomoo??
Ela muito rapidamente... Com um Pau!!!!
Ohhh Mãe...foi Deus que matou os Dinóóssauros!!!
Eu, com grande espanto, respondo em tom de Pergunta..Cooomoo??
Ela muito rapidamente... Com um Pau!!!!
14/10/14
Saudades!!!
Domingo, chovia na rua e eu fritava batatas, abri a janela deixei entrar aquele cheiro maravilhoso a Outono, quando chove mas ainda está calor e de repente, assim muito de repente veio-me à memória o cheiro das batatas fritas da minha avó, e tive tantas saudades, dela, das batatas, desse tempo e fiquei ali, assim, a beber essa saudade.
Passado uns minutos entra na cozinha a Alice a minha filhinha de 5 anos e diz-me assim "hummm batatinhas fritas!!! e sorri para mim. Depois vai-se embora, peço-lhe para fechar a porta da cozinha, por causa do cheiro e ela responde-me... "Nãooo mãe, cheira tãoo bem!!!
E eu pensei para mim.... ora aqui está a criação de uma recordação!!!
Provavelmente, um dia, ela irá recordar este cheiro doce, caseiro, macio, acolhedor, das batatinhas fritas da mãe, como eu recordo saudosa mas feliz o cheiro doce das batatas fritas da minha Avó!!!
04/11/13
E ao fim de 365 Dias, não passa um unico em que não te recorde!!!
E ao fim de 365 Dias, não passa um unico em que não te recorde meu Junquilho querido!!!!
Sinto a tua falta e vou amar-te ETERNAMENTE.
30/10/13
05/10/13
02/10/13
Ainda Bem!!!!
Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras Pessoas. E outras coisas...
Clarice Lispector
01/10/13
25/09/13
24/09/13
07/02/13
;(
os gigantes também caiem...e as fortes torres também se abalam.
e o meu mundo abanou, como nunca tinha abanado...
primeiro ano sem ti...
primeiro ano com um vazio de ti...
amanhã faço anos e tu, tu pela primeira vez não vais estar por perto....
isso desassossega-me foste tão rápido e não o digeri...acho que ainda não sinto que foste
e remexe-me o coração e a alma...dói-me uma dor cá dentro bem fundo...respiro fundo tão fundo que penso perder-me nesse inspirar....quando expiro a dor ainda cá está...
sinto a tua falta...todos os dias penso em ti...todos os dias...e quando me lembro...quando caio em mim e penso que já cá não estas.... TU já cá não estás...só me apetece ficar quieta...chorar um choro quente que me alivia a tua falta...uma água salgada...como a água do mar...
Ó minha avózinha tão querida e amada...sinto a tua falta tanto tanto...
meu junquilho querido...
e o meu mundo abanou, como nunca tinha abanado...
primeiro ano sem ti...
primeiro ano com um vazio de ti...
amanhã faço anos e tu, tu pela primeira vez não vais estar por perto....
isso desassossega-me foste tão rápido e não o digeri...acho que ainda não sinto que foste
e remexe-me o coração e a alma...dói-me uma dor cá dentro bem fundo...respiro fundo tão fundo que penso perder-me nesse inspirar....quando expiro a dor ainda cá está...
sinto a tua falta...todos os dias penso em ti...todos os dias...e quando me lembro...quando caio em mim e penso que já cá não estas.... TU já cá não estás...só me apetece ficar quieta...chorar um choro quente que me alivia a tua falta...uma água salgada...como a água do mar...
Ó minha avózinha tão querida e amada...sinto a tua falta tanto tanto...
meu junquilho querido...
11/01/13
Parte-me o coração pensar que já foste, tento apagar do meu pensamento este vazio, sempre que penso em ti, quando aparece enxoto-o, mas...se por vezes, no bulício do dia se desfaz, dias há em que não consigo parar de pensar em ti... e dói-me no mais profundo do meu ser, no fundo do meu coração, dói-me quase fisicamente, saber que já não estás cá e aos meus olhos aflora água que corre sem que a queira ou consiga parar, e flui e liberta-me desta dor, desta angustia que estaciona na minha garganta.
Custa-me dolorosamente crescer, custa-me perder aqueles que amo há mais tempo, já foram 3 e angustia-me saber que mais virão.
Hoje estou assim triste saudosa, de ti...minha ventania, de ti que em tempos foste o meu mundo...
desde que te foste a minha vida não voltou a ser a mesma, ainda agora não "digeri" a forma como partiste, nunca mais será, sinto a tua falta, sinto a dor de não ter estado mais contigo....Amo-te profundamente, onde quer que seja que estejas, amo-te.
Custa-me dolorosamente crescer, custa-me perder aqueles que amo há mais tempo, já foram 3 e angustia-me saber que mais virão.
Hoje estou assim triste saudosa, de ti...minha ventania, de ti que em tempos foste o meu mundo...
desde que te foste a minha vida não voltou a ser a mesma, ainda agora não "digeri" a forma como partiste, nunca mais será, sinto a tua falta, sinto a dor de não ter estado mais contigo....Amo-te profundamente, onde quer que seja que estejas, amo-te.
13/09/12
Começa a faltar a ESPERANÇA
Sentir esperança, renovo, sentir que Portugal tem futuro...
Preciso disso avidamente, de saber que a nossa nação ainda existe...
Não chamo os galões dos descobrimentos, não puxo por isso, porque isso, já foi...e foi há muito.
Mas apelo a este sentimento, de pertença, apelo a algo que nos transcende, em ultima instancia a algo que está no nosso sangue porque lhe pertencemos, é esse "pó" da terra em que nascemos, que se junta ao nosso ADN e nos faz pertencer a um sitio ou lugar, ser dele e demais nenhum.
Eu pertenço-te Portugal, e agarro-me a ti com todas as forças que ainda tiver, mas aii, sim aiii, porque estou cansada, desesperançada,
como se soubesse que após o Inverno rigoroso não virá a primavera...
Suportamos tudo quando temos Esperança, mas quando esta se desinstala...
sinto que há um longo INVERNO a pesar sobre ti minha Pátria amada,
sinto que não consigo viver neste clima, de instabilidade, confusão, e desesperança,
sinto que nada tens para oferecer aos mais jovens e isso assusta-me,
mas também não tens nada para oferecer aos mais velhos...
Vais-te acabando e nem te apercebes disso...
temos medo de ter mais filhos.
Onde antes nasciam em dobro nascem agora em metade,
Onde ficarás quando esta esterilidade te tornar híbrido meu Pais, onde???
Ai Portugal Portugal, será que ainda há esperança?
A espera acabou e nada se fez, estás velho País, estás cansado e estagnado, e agora, como te renovarás???
Como?
Não sei se estarei cá para ver...
As andorinhas partiram em busca da primavera e se calha... partirei também...
para longe de ti e para longe...tão longe de mim.
10/07/12
Esperança vem como vagas
A esperança e a vontade de ir adiante, por vezes esmorece,
quando sentimos um murro no estômago, que nos reduz a uma pequenez talc que nos retira a vontade de lutar...
Desnortea-mo-nos e sentimos apenas vontade de fugir, mas não sabemos Bem para onde...tal Barata tonta...
quando sentimos um murro no estômago, que nos reduz a uma pequenez talc que nos retira a vontade de lutar...
Desnortea-mo-nos e sentimos apenas vontade de fugir, mas não sabemos Bem para onde...tal Barata tonta...
Vale a Certeza de que, não, existem noites eternas, nem inverno que sempre dure...
27/06/12
Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos!
"Tarde Vos amei,
ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim,
e eu, lá fora, a procurar-Vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!
Retinha-me longe de Vós
aquilo que não existiria,
se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me,
com uma voz tão forte,
que rompestes a minha Surdez!
Brilhastes, cintilastes,
e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes Perfume:
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós.
Saboreei-Vos
e, agora, tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me
e ardi, no desejo da Vossa Paz"
"Santo Agostinho"
ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim,
e eu, lá fora, a procurar-Vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!
Retinha-me longe de Vós
aquilo que não existiria,
se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me,
com uma voz tão forte,
que rompestes a minha Surdez!
Brilhastes, cintilastes,
e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes Perfume:
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós.
Saboreei-Vos
e, agora, tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me
e ardi, no desejo da Vossa Paz"
"Santo Agostinho"
01/06/12
Sintra...sempre Sintra...
Tu possuis-me terra amada,
Sou eu que sou tua e não tu que és minha.
A tua luz adentra pelo meu ser,
Sou eu que sou tua e não tu que és minha.
A tua luz adentra pelo meu ser,
reconhece cada cantinho meu.
Comovo-me ao olhar-te.
És para mim como um renovo.
respirar o teu ar e saber-te já aqui,
tão perto, sossega-me a alma
Serra Amada, Serra Querida,
Sou eu que sou tua e não tu que és minha.
31/05/12
Esperança
Hoje tive que ir a Lisboa.
Quando caminhava pela Avenida da Liberdade passei por uma Senhora, que me pareceu bastante idosa.
Ela empurrava um carrinho de compras; não o arrastava como é comum vermos, mas empurrava-o como uma mãe empurra um carrinho de bebé.
Passei por ela, reparei que estava impecavelmente vestida, andei um pouco entretanto detive-me porque me pareceu que ela fazia um grande esforço. Voltei atrás e questionei-a: " Precisa de Ajuda?" Até então não lhe havia visto o rosto pois encontrava-se curvada, quando o levantou, vi uns olhos, lindos, risonhos azuis como o mar, abriu um sorriso, e respondeu-me: " Não minha querida, muito obrigado, mas com este presente que a minha filha me deu (o carrinho) vou a todo o lado.
Caminhamos lado a lado, porque íamos na mesma direcção e enquanto o fazíamos, lá me contou que tinha 88 anos, 22 bisnetos, e que o carrinho que levava tão cheio de compras era apenas, porque um dos ditos bisnetos, fazia anos, e ela fazia questão de organizar a festa.
Esta Senhora, assim do nada, às 10 horas da manha, fez-me ganhar o dia, "entre aspas" deu-me uma chapada de luva branca, "do alto" dos seus respeitáveis 88 anos demonstrou-me a esperança, a motivação, a alegria de estar viva, a sua voz era uma voz feliz.
Apesar da idade, ainda trazia os lábios e olhos impecável e subtilmente pintados, ainda procurava agradar e agradar-se.
Desejei ser como ela caso chegasse á idade dela, e desejei ser como ela hoje também...
A esperança é um bem precioso.
Quando caminhava pela Avenida da Liberdade passei por uma Senhora, que me pareceu bastante idosa.
Ela empurrava um carrinho de compras; não o arrastava como é comum vermos, mas empurrava-o como uma mãe empurra um carrinho de bebé.
Passei por ela, reparei que estava impecavelmente vestida, andei um pouco entretanto detive-me porque me pareceu que ela fazia um grande esforço. Voltei atrás e questionei-a: " Precisa de Ajuda?" Até então não lhe havia visto o rosto pois encontrava-se curvada, quando o levantou, vi uns olhos, lindos, risonhos azuis como o mar, abriu um sorriso, e respondeu-me: " Não minha querida, muito obrigado, mas com este presente que a minha filha me deu (o carrinho) vou a todo o lado.
Caminhamos lado a lado, porque íamos na mesma direcção e enquanto o fazíamos, lá me contou que tinha 88 anos, 22 bisnetos, e que o carrinho que levava tão cheio de compras era apenas, porque um dos ditos bisnetos, fazia anos, e ela fazia questão de organizar a festa.
Esta Senhora, assim do nada, às 10 horas da manha, fez-me ganhar o dia, "entre aspas" deu-me uma chapada de luva branca, "do alto" dos seus respeitáveis 88 anos demonstrou-me a esperança, a motivação, a alegria de estar viva, a sua voz era uma voz feliz.
Apesar da idade, ainda trazia os lábios e olhos impecável e subtilmente pintados, ainda procurava agradar e agradar-se.
Desejei ser como ela caso chegasse á idade dela, e desejei ser como ela hoje também...
A esperança é um bem precioso.
23/05/12
Taxas para abortos indignam mulheres socialistas - Politica - DN
Choca-me que em Portugal, se tenha legalizado o aborto.
Choca-me que quem pratica tal acto, nem sequer as taxas moderadores pague, encontrando-se isenta das mesmas.
A minha opinião pessoal, é simples, practicar um aborto é practicar um "crime", a partir do momento em que existe fecundação, existe vida.
Esta contestação, faz todo o sentido para mim.
Quando me encontrava gravida assisti a um discurso entre uma enfermeira, do hospital publico onde era seguida e uma paciente que ali se encontrava, que demonstra precisamente o extremo a que se pode chegar, quando existe total isenção.
A primeira (enfermeira) alertava esta jovem mulher, para o facto de o aborto, não ser um método contraceptivo.
Esta jovem encontrava-se pela décima vez no hospital, no espaço de 2 anos, para fazer uma interrupção voluntária de gravidez.
Como é que é possível, que estas situações estejam isentas de taxas moderadoras, quando pessoas que tem que fazer intervenções em casos graves como a extracção de um tumor têm que pagar?
Afinal aqui trata-se de "extrair" uma vida humana,
Não me parece que seja o factor emocional a demover as pessoas de practicar este acto, por isso, pelo menos que seja o factor económico imediato a pesar nessa decisão.
A verdade é que esta jovem tinha acesso a informação e até a métodos contraceptivos gratuitos.
Existem gabinetes de planeamento familiar em todos os centros de saúde, a própria enfermeira lhe disse isso, aliás referiu o facto de já lhe ter dito anteriormente para recorrer precisamente ao planeamento familiar, de modo a evitar nova situação, como aquela em que encontrava, mas sendo um serviço isento...vamos lá...
Taxas para abortos indignam mulheres socialistas - Politica - DN
Choca-me que quem pratica tal acto, nem sequer as taxas moderadores pague, encontrando-se isenta das mesmas.
A minha opinião pessoal, é simples, practicar um aborto é practicar um "crime", a partir do momento em que existe fecundação, existe vida.
Esta contestação, faz todo o sentido para mim.
Quando me encontrava gravida assisti a um discurso entre uma enfermeira, do hospital publico onde era seguida e uma paciente que ali se encontrava, que demonstra precisamente o extremo a que se pode chegar, quando existe total isenção.
A primeira (enfermeira) alertava esta jovem mulher, para o facto de o aborto, não ser um método contraceptivo.
Esta jovem encontrava-se pela décima vez no hospital, no espaço de 2 anos, para fazer uma interrupção voluntária de gravidez.
Como é que é possível, que estas situações estejam isentas de taxas moderadoras, quando pessoas que tem que fazer intervenções em casos graves como a extracção de um tumor têm que pagar?
Afinal aqui trata-se de "extrair" uma vida humana,
Não me parece que seja o factor emocional a demover as pessoas de practicar este acto, por isso, pelo menos que seja o factor económico imediato a pesar nessa decisão.
A verdade é que esta jovem tinha acesso a informação e até a métodos contraceptivos gratuitos.
Existem gabinetes de planeamento familiar em todos os centros de saúde, a própria enfermeira lhe disse isso, aliás referiu o facto de já lhe ter dito anteriormente para recorrer precisamente ao planeamento familiar, de modo a evitar nova situação, como aquela em que encontrava, mas sendo um serviço isento...vamos lá...
Taxas para abortos indignam mulheres socialistas - Politica - DN
15/05/12
09/05/12
Cores adoro cores...
Relogio O'clock várias cores, imensas combinações.
Modelo GIZEH BIRKENSTOCK
Garrafas ecologicas SIGG...e duram e duram....
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Sinto-me triste,ao constatar que ela está velhinha, não é a mesma e nunca mais voltará a ser.