When we let freedom ring ...
When we let it ring from every village and every hamlet,
From every state and every city,
We will be able to speed up that day when all of God's children:
Black men and white men,
Jews and Gentiles,
Protestants and Catholics,
Will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual,
Free at last,
Free at last.
Thank God almighty,
We are free at last.
Martin Luther King, Jr
Wabi -Rústico simples, fresco, sossegado. Sabi - Enxuto, Seco, Simples, frio, imperfeito. 7 - Perfeito
02/07/08
18/03/08
09/03/08
John Baillie
For the power Thou hast given me to lay hold of things unseen:
For the strong sense I have that this is not my home:
For my restless heart which nothing finite can satisfy:
I give Thee thanks, O God.
For the invasion of my soul by Thy HolySpirit:
For all human love and goodness that speak to me of Thee:
For the fullness of Thy glory outpoured in Jesus Christ:
I give Thee thanks, O God.
For the strong sense I have that this is not my home:
For my restless heart which nothing finite can satisfy:
I give Thee thanks, O God.
For the invasion of my soul by Thy HolySpirit:
For all human love and goodness that speak to me of Thee:
For the fullness of Thy glory outpoured in Jesus Christ:
I give Thee thanks, O God.
07/03/08
Richard Rolle
The name of Jesus is in my mind as a joyful song,
in my ear a heavenly music,
and in my mouth a sweet honey.
in my ear a heavenly music,
and in my mouth a sweet honey.
03/01/08
Novo Ano
Não me interessa qual é o teu modo de vida.
Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.
Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.
Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.
Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, "Sim!"
Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.
Não me interessa quem és, como chegaste aqui.
Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.
Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.
Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.
Oriah Mountain Dreamer, escritora norte-americana, Maio, 1994
Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.
Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.
Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.
Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, "Sim!"
Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.
Não me interessa quem és, como chegaste aqui.
Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.
Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.
Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.
Oriah Mountain Dreamer, escritora norte-americana, Maio, 1994
31/12/07
Oswald Chambers
Faith is unutterable trust in God,
trust which never dreams that He will not stand by us.
trust which never dreams that He will not stand by us.
Rabbi Harold Kushner
When you carry out acts of kindness, you get a wonderful feeling inside.
It is as though something inside your body responds and says,
"Yes, this is how I ought to feel."
Rabbi Harold Kushner
It is as though something inside your body responds and says,
"Yes, this is how I ought to feel."
Rabbi Harold Kushner
Como manter-se jovem...
Como manter-se jovem
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes
paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja.
Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /
ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a
um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes
paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja.
Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /
ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a
um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
29/11/07
09/11/07
Theodore Roosevelt
It may be true that he travels farthest who travels alone, but
the goal thus reached is not worth reaching.
Theodore Roosevelt
the goal thus reached is not worth reaching.
Theodore Roosevelt
já é Sexta...
I learned that life is not just a destination but a journey.
While the expedition can be long and arduous, it can be full of
beauty and pleasure as well.
Wayne Holmes
While the expedition can be long and arduous, it can be full of
beauty and pleasure as well.
Wayne Holmes
24/10/07
I am a little church
i am a little church (no great cathedral)
far from the splendor and squalor of hurrying cities
-i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april
my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth's own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying) children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness
around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope, and i wake to a perfect patience of mountains
i am a little church (far from the frantic
world with its rapture and anguish) at peace with nature
-i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing
winter by spring, i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)
E.E. Cummings
far from the splendor and squalor of hurrying cities
-i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april
my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth's own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying) children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness
around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope, and i wake to a perfect patience of mountains
i am a little church (far from the frantic
world with its rapture and anguish) at peace with nature
-i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing
winter by spring, i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)
E.E. Cummings
15/10/07
Hoje passou por mim uma mulher a chorar.
chorava tanto, que tive tanta pena dela que só me apeteceu ir ter com ela e dar-lhe um abraço.
Claro que não o fiz mas passado um bocadinho comecei como já é habito a questionar na minha cabecinha porque raio não o fiz porque não fui abraçar aquela mulher?
Era tão simples faze-lo nem tinha que falar sequer, só tinha que estender os braços e dar-lhe um abraço.
Não o fiz e sei porquê.
Porque não estamos preparados para um acto destes, as pessoas estão prontas a ouvir reclamações, estão prontas a entrar em discussões pelas estupidezes mais simples, como o lugar num transporte publico, ou o taxi ou a fila para um café, parece que para as coisas más todos estamos preparados, para refilar para ouvir refilar. Mas se alguém sorri, se alguém diz bom dia, se alguém se digna a ceder um abraço a alguém que dele necessite, as pessoas espantam-se, a pessoa vai parar concerteza de chorar de se sentir triste por momentos, mas só pelo espanto.
A nossa forma de ser, a nossa sociedade não está preparada para estes actos.
Por isto um dia há muitos anos, houve UM que curou, que amou, que salvou, que consolou, que alimentou, que abraçou que sorriu e que por todos esses actos foi crucificado, mas esse UM, não era UM qualquer ELE era o TAL o Alfa e o Omega o Principio e o Fim e NELE todas as coisas que são mortas renascem tudo se faz novo, por ser O TAL nunca se importou com aquilo que os outros pensavam ELE apenas sentia no seu coração a dor dos outros e sabia o que fazer para anular essa dor, às vezes é uma palavra, outras vezes é um sorriso, um abraço uma mão amiga, as vezes é um prato de sopa ou um agasalho. Quem me dera também agir sem medos, e assim conseguir perceber o coração e necessidades de alguns.
chorava tanto, que tive tanta pena dela que só me apeteceu ir ter com ela e dar-lhe um abraço.
Claro que não o fiz mas passado um bocadinho comecei como já é habito a questionar na minha cabecinha porque raio não o fiz porque não fui abraçar aquela mulher?
Era tão simples faze-lo nem tinha que falar sequer, só tinha que estender os braços e dar-lhe um abraço.
Não o fiz e sei porquê.
Porque não estamos preparados para um acto destes, as pessoas estão prontas a ouvir reclamações, estão prontas a entrar em discussões pelas estupidezes mais simples, como o lugar num transporte publico, ou o taxi ou a fila para um café, parece que para as coisas más todos estamos preparados, para refilar para ouvir refilar. Mas se alguém sorri, se alguém diz bom dia, se alguém se digna a ceder um abraço a alguém que dele necessite, as pessoas espantam-se, a pessoa vai parar concerteza de chorar de se sentir triste por momentos, mas só pelo espanto.
A nossa forma de ser, a nossa sociedade não está preparada para estes actos.
Por isto um dia há muitos anos, houve UM que curou, que amou, que salvou, que consolou, que alimentou, que abraçou que sorriu e que por todos esses actos foi crucificado, mas esse UM, não era UM qualquer ELE era o TAL o Alfa e o Omega o Principio e o Fim e NELE todas as coisas que são mortas renascem tudo se faz novo, por ser O TAL nunca se importou com aquilo que os outros pensavam ELE apenas sentia no seu coração a dor dos outros e sabia o que fazer para anular essa dor, às vezes é uma palavra, outras vezes é um sorriso, um abraço uma mão amiga, as vezes é um prato de sopa ou um agasalho. Quem me dera também agir sem medos, e assim conseguir perceber o coração e necessidades de alguns.
02/10/07
há coisas que mudam a nossa vida...
The storm is coming but I don't mind
People are dying, I close my blinds
All that i know is I'm breathing now
I want to change the world...instead I sleep
I want to believe in more than you and me
But all that I know is I'm breathing
All i can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All that I know is I'm breathing
All I can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
People are dying, I close my blinds
All that i know is I'm breathing now
I want to change the world...instead I sleep
I want to believe in more than you and me
But all that I know is I'm breathing
All i can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All that I know is I'm breathing
All I can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
23/09/07
Medo, tenha muitooo medo.
As vezes tenho medos que não sei bem de onde vêem, como aparecem e porque raio perduram na minha cabeça.
medos na maioria das vezes irracionais, mas que estranhamente não consigo controlar e que realmente me amedrontam, as vezes desmonto-os, é mesmo o termo, penso sensatamente neles e tento perceber de onde vêem e como se instalaram.
Na maior parte das vezes racionalmente os combato, mas, claro que há sempre um mas, volta e meia lá oiço aquela musiquinha.
"tanan..tanannn...tanannnn...tannammmm..." e penso - se estivesse dentro de água saia de lá a correr...
Os monstros, marinhos, cinzentos, e carregadinhos de dentes assustam-me.
medos na maioria das vezes irracionais, mas que estranhamente não consigo controlar e que realmente me amedrontam, as vezes desmonto-os, é mesmo o termo, penso sensatamente neles e tento perceber de onde vêem e como se instalaram.
Na maior parte das vezes racionalmente os combato, mas, claro que há sempre um mas, volta e meia lá oiço aquela musiquinha.
"tanan..tanannn...tanannnn...tannammmm..." e penso - se estivesse dentro de água saia de lá a correr...
Os monstros, marinhos, cinzentos, e carregadinhos de dentes assustam-me.
29/08/07
esta é a musica que eu mais gostava de ouvir nos sabados á tarde
When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you
If your heart is in your dream
No request is too extreme
When you wish upon a star
As dreamers do
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you
If your heart is in your dream
No request is too extreme
When you wish upon a star
As dreamers do
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true
Adoro o Verão mas também gosto deste Inverno,
O Inverno é a estação do frio; não só o frio que enregela os animais, mas também o frio de cujo significado profundo e interior nos apercebemos apenas em raros momentos de medo ou de solidão.
A lua no inverno e a chuva fria no fim do outono evocam diferentes sensações. Mas é a neve que no seu leque de significados e variedade de tratamento corresponde às flores de cerejeira na primavera, ao cuco no verão e à lua no outono. Apesar das tarambolas, mochos, águias e aves aquáticas, a poesia do inverno é sobretudo a poesia da imobilidade e do silêncio.
Matsuo Bashô
A lua no inverno e a chuva fria no fim do outono evocam diferentes sensações. Mas é a neve que no seu leque de significados e variedade de tratamento corresponde às flores de cerejeira na primavera, ao cuco no verão e à lua no outono. Apesar das tarambolas, mochos, águias e aves aquáticas, a poesia do inverno é sobretudo a poesia da imobilidade e do silêncio.
Matsuo Bashô
27/08/07
John Newton
I am not what I ought to be. I am not what I want to be. I am
not what I hope to be. But still, I am not what I used to be.
And by the grace of God, I am what I am.
John Newton
not what I hope to be. But still, I am not what I used to be.
And by the grace of God, I am what I am.
John Newton
25/08/07
Lord Lord Lord....
I am a flower quickly fading,
here today and gone tomorrow
A wave tossed in the ocean,
vapor in the wind
Still You hear me when I’m calling
Lord, You catch me when I’m falling
And You’ve told me who I am, I am yours...
Casting Crowns...
here today and gone tomorrow
A wave tossed in the ocean,
vapor in the wind
Still You hear me when I’m calling
Lord, You catch me when I’m falling
And You’ve told me who I am, I am yours...
Casting Crowns...
24/07/07
Excertos do Diário de Adão e Eva...
Mark Twain um dos meus escritores favoritos...
Adão
"Segunda-feira. Esta nova criatura de cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para todo o lado. Não gosto disto; não estou habituado a ter companhia."
"Terça-feira. Não posso nunca dar nome a nada. O novo ser dá nome a tudo o que aparece antes de eu poder esboçar um protesto. E o pretexto é sempre o mesmo: parece ser aquilo."
"Segunda-feira. O novo ser diz que se chama Eva. Tudo bem.(...)diz que não é um ser, mas uma Ela. Dúvido, mas tanto me faz. O que Ela seja não me faria diferença se Ela se metesse na sua vida e não falasse."
Eva
"Domingo. Durante toda a semana segui-o e tentei travar conhecimento. Tive de ser eu a falar porque ele é tímido, mas isso não me chateia. Ele parecia contente por me ter por ali e eu fartei-me de usar o socializante "nós" porque isso parecia deixá-lo orgulhoso por estar incluído em alguma coisa."

Adão
"Segunda-feira. Esta nova criatura de cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para todo o lado. Não gosto disto; não estou habituado a ter companhia."
"Terça-feira. Não posso nunca dar nome a nada. O novo ser dá nome a tudo o que aparece antes de eu poder esboçar um protesto. E o pretexto é sempre o mesmo: parece ser aquilo."
"Segunda-feira. O novo ser diz que se chama Eva. Tudo bem.(...)diz que não é um ser, mas uma Ela. Dúvido, mas tanto me faz. O que Ela seja não me faria diferença se Ela se metesse na sua vida e não falasse."
Eva
"Domingo. Durante toda a semana segui-o e tentei travar conhecimento. Tive de ser eu a falar porque ele é tímido, mas isso não me chateia. Ele parecia contente por me ter por ali e eu fartei-me de usar o socializante "nós" porque isso parecia deixá-lo orgulhoso por estar incluído em alguma coisa."
18/07/07
13/07/07
"Ain't no Mountain High Enough"
Marvin Gaye sem duvida uma das vozes da minha vida....
como ele cantava,
como entoava as palavras,
como o som saia lá de dentro,
Esta é uma das musicas da minha vida....
Lembro-me que, em determinada altura da minha vida, a minha mãe que trouxe de AFRICA montes de mini discos tocava as musicas dele do Cliff richards das supremes do Elvis e de tantos outros. Um dia percebi que estava “apaixonada” pelo Marvin, pela sua voz, pela forma como cantava, pela melodia e pelo homem da capa nos discos.
Contei á minha mãe e ela disse-me que o Marvin já tinha morrido, eu fiquei estúpida então...mas eu estava ali a ouvi-lo cheio de vida, de força, alegria eeee ele estava morto?????
Foi assassinado pelo próprio pai, com quem sempre tinha tido uma relação tempestuosa, no dia anterior ao seu aniversário, completaria 44 anos.
A musica dele essa ficará para sempre
como ele cantava,
como entoava as palavras,
como o som saia lá de dentro,
Esta é uma das musicas da minha vida....
Lembro-me que, em determinada altura da minha vida, a minha mãe que trouxe de AFRICA montes de mini discos tocava as musicas dele do Cliff richards das supremes do Elvis e de tantos outros. Um dia percebi que estava “apaixonada” pelo Marvin, pela sua voz, pela forma como cantava, pela melodia e pelo homem da capa nos discos.
Contei á minha mãe e ela disse-me que o Marvin já tinha morrido, eu fiquei estúpida então...mas eu estava ali a ouvi-lo cheio de vida, de força, alegria eeee ele estava morto?????
Foi assassinado pelo próprio pai, com quem sempre tinha tido uma relação tempestuosa, no dia anterior ao seu aniversário, completaria 44 anos.
A musica dele essa ficará para sempre
12/07/07
11/07/07
Deus escreve certo por linhas tortas : )
Seráaaa????
Nahhhh - melhor ainda, ele endireita as linhas...Bem diferente.
Hoje á hora de almoço ia meio a andar meio a correr com a ideia de me sentar ,rapidamente, numa esplanada e entre uma colherada e outra de sopa continuar a ler o meu livro.
Dei de frente com o meu amigo Rui, que trabalha...corrijo trabalhava comigo, começamos a falar e coloquei de parte a ideia de ler, perguntei-lhe se já tinha almoçado, disse-me que não e então resolvemos almoçar juntos.
Fomos a uma antiga casa de Lisboa, está sempre cheia a abarrotar, estávamos num cantinho fomos atendidos e estávamos a comer em pé, de repente abriu-se um espaço numa zona melhor e pegamos nas bandejas e rumamos para lá os dois. Mal poisamos as coisas, a Sra que atende fez o que posso chamar de uma tromba, o meu amigo é negro, preto, preto, e ela deve ser racista até dizer basta, recomeçamos a comer e a trombuda entre dentes ia para lá ruminando algo que não conseguia entender enquanto olhava para nós.
De repente, pediu-nos enquanto íamos a meio da sopa que pagássemos, creio que temia que fugíssemos os dois pela rua da prata com os pratos a tigela da sopa, talheres e copo de sumo na mão, deve ter sido isso, eu olhei para o Rui, olhei para ela com cara de espanto e disse-lhe o.k. traga a conta eu pago, dei-lhe o dinheiro eeee : ))) a coisa terminava por aqui se para meu gáudio a Sra não se tivesse enganado no troco....a meu favor.
Acabei de comer e depois, no fim, olhei para ela e disse-lhe com muita calma:
- "A Sra enganou-se...
Ela respondeu:
- " Ai fooii??? com ar de parva”
Eu com a mesma calma disse:
- “ Sim foi, enganou-se”.
Ela responde:
- "ATÂO" diga lá.
ATÂOOOO" - disse-lhe eu - Dei-lhe 10 euros, a Sra deu-me troco de 20 tenho aqui 12 euros a mais o que é que quer que lhes faça??? fico com eles ou quer que lhos entregue???
Ela olhou para mim espantada e disse-me.
Ai obrigado muito obrigado.
É mesmo caso para dizer que é mesmo a Albarda que faz o burro.
Para aqueles que estão a dizer BURRRAAA...ficavas com o dinheiro e lixavas-te para a mulher...a esses eu digo E ai como é que eu sabia que era diferente dela???
: )
Nahhhh - melhor ainda, ele endireita as linhas...Bem diferente.
Hoje á hora de almoço ia meio a andar meio a correr com a ideia de me sentar ,rapidamente, numa esplanada e entre uma colherada e outra de sopa continuar a ler o meu livro.
Dei de frente com o meu amigo Rui, que trabalha...corrijo trabalhava comigo, começamos a falar e coloquei de parte a ideia de ler, perguntei-lhe se já tinha almoçado, disse-me que não e então resolvemos almoçar juntos.
Fomos a uma antiga casa de Lisboa, está sempre cheia a abarrotar, estávamos num cantinho fomos atendidos e estávamos a comer em pé, de repente abriu-se um espaço numa zona melhor e pegamos nas bandejas e rumamos para lá os dois. Mal poisamos as coisas, a Sra que atende fez o que posso chamar de uma tromba, o meu amigo é negro, preto, preto, e ela deve ser racista até dizer basta, recomeçamos a comer e a trombuda entre dentes ia para lá ruminando algo que não conseguia entender enquanto olhava para nós.
De repente, pediu-nos enquanto íamos a meio da sopa que pagássemos, creio que temia que fugíssemos os dois pela rua da prata com os pratos a tigela da sopa, talheres e copo de sumo na mão, deve ter sido isso, eu olhei para o Rui, olhei para ela com cara de espanto e disse-lhe o.k. traga a conta eu pago, dei-lhe o dinheiro eeee : ))) a coisa terminava por aqui se para meu gáudio a Sra não se tivesse enganado no troco....a meu favor.
Acabei de comer e depois, no fim, olhei para ela e disse-lhe com muita calma:
- "A Sra enganou-se...
Ela respondeu:
- " Ai fooii??? com ar de parva”
Eu com a mesma calma disse:
- “ Sim foi, enganou-se”.
Ela responde:
- "ATÂO" diga lá.
ATÂOOOO" - disse-lhe eu - Dei-lhe 10 euros, a Sra deu-me troco de 20 tenho aqui 12 euros a mais o que é que quer que lhes faça??? fico com eles ou quer que lhos entregue???
Ela olhou para mim espantada e disse-me.
Ai obrigado muito obrigado.
É mesmo caso para dizer que é mesmo a Albarda que faz o burro.
Para aqueles que estão a dizer BURRRAAA...ficavas com o dinheiro e lixavas-te para a mulher...a esses eu digo E ai como é que eu sabia que era diferente dela???
: )
09/07/07
A Dádiva das Dádivas...O Amor
ACIMA DE TUDO O AMOR
Ainda que eu falasse a língua dos anjos,
se eu não tivesse amor,
seria como sino ruidoso
ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tivesse amor, eu nada seria.
Ainda que eu distribuísse
todos os meus bens aos famintos,
ainda que entregasse
o meu corpo às chamas,
se não tivesse amor,
nada disso me adiantaria.
O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado
limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição,
desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Depois que me tornei adulto,
deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho
e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado
mas depois conhecerei
como sou conhecido.
Agora, portanto, permanecem
estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor.
I Corintios 13.
Ainda que eu falasse a língua dos anjos,
se eu não tivesse amor,
seria como sino ruidoso
ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tivesse amor, eu nada seria.
Ainda que eu distribuísse
todos os meus bens aos famintos,
ainda que entregasse
o meu corpo às chamas,
se não tivesse amor,
nada disso me adiantaria.
O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado
limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição,
desaparecerá o que é limitado.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Depois que me tornei adulto,
deixei o que era próprio de criança.
Agora vemos como em espelho
e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado
mas depois conhecerei
como sou conhecido.
Agora, portanto, permanecem
estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor.
I Corintios 13.
At last
At last my love has come along
My lonely days are over
And life is like a song
At last the skies above are blue
And my heart was wrapped up in clover
The night I looked at you
I found a dream that I can speak to
A dream that I could call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known
You smiled, and then the spell was cast
And here we are in heaven
And you are mine at last...
My lonely days are over
And life is like a song
At last the skies above are blue
And my heart was wrapped up in clover
The night I looked at you
I found a dream that I can speak to
A dream that I could call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known
You smiled, and then the spell was cast
And here we are in heaven
And you are mine at last...
02/07/07
eu adoro esta musica adorooooo song for the asking
Adoro esta musica lembro-me de a ouvir vezes sem conta, até a decorar para poder cantá-la...porque a melodia era a coisa mais bonita que havia ouvido.
Tinha para ai uns 15 anos e descobri um Disco Duplo que a minha mae tinha la para casa do Simon & Garfunkel, depois desta descobri Old Friends e por ai fora, nunca mais parei de os escutar.
Esta tem uma melodia tao tao taoooo nem sei explicar so consigo mesmo cantar.
this is my song for the asking
ask me and i will play
so sweetly ill make you smile
this is my dream for the taking
take it, dont turn away
all the love that i feel inside
thinking it over id be sad,
thinking it over im more
than glad to change my ways
for the asking
ask me and i will play
ive been waiting here all my life.
Tinha para ai uns 15 anos e descobri um Disco Duplo que a minha mae tinha la para casa do Simon & Garfunkel, depois desta descobri Old Friends e por ai fora, nunca mais parei de os escutar.
Esta tem uma melodia tao tao taoooo nem sei explicar so consigo mesmo cantar.
this is my song for the asking
ask me and i will play
so sweetly ill make you smile
this is my dream for the taking
take it, dont turn away
all the love that i feel inside
thinking it over id be sad,
thinking it over im more
than glad to change my ways
for the asking
ask me and i will play
ive been waiting here all my life.
29/06/07
A Era do vazio....será? a avo Josefa que responda.
Escolhi o segundo tema: A Analise da cultura contemporânea.
Começarei pelo autor Guy Debord com o capítulo I do Livro a Sociedade do Espectáculo
Guy Debord, de forma crítica, apresenta-nos uma sociedade que vive um simulacro, vive uma realidade, mediatizada pela sociedade do espectáculo.
Para ele, estamos perante uma sociedade de mentira perante uma sociedade da ilusão controlada e mediatizada por um poder totalitário que utiliza precisamente o espectáculo para massificar opiniões, ideias e ideais e para, dessa forma, controlar o que aparentemente não parece ser controlado.
É interessante que ao ler estas mini teses me lembrei de outros filósofos por ex. Kierkegaard quando disse que “A multidão é a mentira”, a multidão, o todo unificado, controlado, manipulado a viver uma mentira escondido num todo que é a sociedade neste caso do espectáculo.
Também me lembrei de Karl Marx, em determinada altura deste capítulo, por causa do conceito de Alienação. Nas teses finais o autor também fala do poder que o espectáculo permite trazer a quem o impõe ele afirma que: “O espectáculo é o discurso ininterrupto que a ordem presente faz sobre si própria, o seu modelo elogioso. É o auto-retrato do poder na época da sua gestão totalitária das condições da existência” tal como Marx também falava das ordens dos estados totalitários, que provocavam a alienação do trabalhador, que o manipulavam não só na relação com o produto do seu trabalho mas em todo o processo de produção.
Voltando a Guy, logo na introdução do livro no início do capítulo, na frase de Feuerbach se denota a critica à sociedade, nesta frase ele sintetiza o que vai desenvolvendo ao longo das teses:
A forma superficial, aparente em que se vive na sociedade actual, o autor diz que nestes tempos se prefere a imagem à coisa, ao real, a copia ao original. Mais adiante ele apresenta-nos a sociedade como mediatizada representada num simulacro em algo que não é a realidade é algo, mas não o real é a sociedade do espectáculo.
“ É o espectáculo em geral como o inversão concreta da vida”.
Ele foca no início do capítulo “ que as imagens se desligaram de cada aspecto da vida, fundem-se num curso comum, onde a unidade desta vida já não pode ser restabelecida”
Ele descreve a vivência como sendo algo ilusório, uma dimensão da própria realidade.
Não sei porquê mas só me vem à cabeça a imagem do Neo no Filme Matrix na cena em que tem escolher entre os dois comprimidos
“Morfeu: You can feel it when you go to work when you go to church when you pay your taxes. It is the world that has been pulled over your eyes to blind you from the truth.
Neo: What truth?
Morfeu: That you are a slave. Like everyone else, you were born into bondage born into a prison that you cannot smell or taste or touch. A prison for your mind. Unfortunately, no one can be told what the Matrix is. You have to see it for yourself. This is your last chance. After this, there is no turning back. You take the blue pill the story ends; you wake up in your bed and believe whatever you want to believe.
You take the red pill you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit hole goes. Remember all I’m offering is the truth. Nothing more”
Acabo por associar as duas coisas o filme e este texto, pois no filme também se tratavam duas vivências paralelas, uma que era a realidade e outra que era o simulacro da realidade. Podemos comparar aqui a sociedade do espectáculo com a realidade que é dada a Neo quando toma o comprimido vermelho ou o simulacro do real, que seria o viver como até então tinha vivido.
No inicio do livro, quando o autor nos apresenta esta dualidade: sociedade real e sociedade do espectáculo parece-me que se está a referir numa primeira analise à “socialite” ou à sociedade cor de rosa ao mundo do espectáculo mediatizado nas revistas cor de rosa, ao belo e efémero, às mulheres perfeitas esculpidas em silicone, aos pares lindíssimos, às pessoas que parecem existir apenas naquelas folhas, naqueles programas, o mundo cor de rosa dos flashes. No entanto mais adiante e na continuação da leitura, ele parece aprofundar e alargar este conceito ao todo, à sociedade toda em geral, como nos apresenta na tese 6 “ Sob todas as formas particulares – informação ou propaganda, publicidade ou consciência directa de divertimentos, o espectáculo constitui o modelo presente na vida socialmente dominante. Ele é a afirmação omnipresente da escolha já feita na produção, e o seu corolário o consumo”.
Nesta tese ele apresenta-nos perfeitamente esta ideia de que não é só à esfera do social que se refere, mas à sociedade em geral.
Vive-se da imagem que é mediatizada pelos meios de comunicação a realidade é a “ papinha mastigada”, que nos passam ao jantar enquanto estamos a ver televisão ou lemos os jornais ou ouvimos a rádio ou…ou…ou.
É engraçado, há uns anos, lembro-me ter ouvido um velhote dizer que não acreditava que o homem tivesse ido à lua, bem sei que é um exemplo exagerado, mas ele dizia que tinha sido tudo montado para os americanos controlarem o mundo, não tenho dúvidas de que realmente foram, mas. Não seria tão simples criar essa realidade???
Sei que estou a exagerar, mas seria possível. Como é possível ainda hoje criar ilusões vivências nas pessoas, por exemplo lembro-me também do filme the Truman Show um filme em que, Jim Carrey, a personagem principal vive uma vida manipulada, simulando uma realidade que afinal não é mais do que um cenário, um estúdio gigante, que ele pensa ser a sua própria vida. Logicamente a determinada altura as coisas começam a não engrenar umas nas outras e ele acaba por descobrir toda a trama.
Esta é uma boa figura de estilo para comparar este tema – a vida real e a sociedade do espectáculo – que estão presentes nele (TRUMAN) e através dele, afinal, ele é o próprio simulacro, ele é o exemplo vivo da vida do espectáculo, mesmo sem saber, – através dele os espectadores assistem a esse espectáculo criado e através dele são alcançados e também manipulados vivem a sociedade do espectáculo”
Guy fala também da vivência da aparência, do viver para ter, para mostrar, para aparecer, “ O que aparece é bom o que é bom aparece”, é quase como dizer: “falem bem ou mal de mim, mas falem”, é sinal que existo como se o existir nesta sociedade por ele descrita, só se materializasse pelo aparecer, pelo mostrar, convertendo-se “as imagens reais em aparência em espectáculo”. Como se a existência só fosse passível de acontecer, nesta dimensão no facto de aparecer.
Finalizando, o autor fala-nos de uma sociedade sem rumo, superficial, mediada, simulada, em que a realidade se vive pelas representações sociais, em que o verbo SER, dá lugar ao verbo TER e este por sua vez ao verbo APARECER e PARECER, esta é para o autor a grande questão viver ou parecer viver???
É interessante, agora já entrando na análise do segundo autor, ver como as perspectivas sociais podem ser diferentes de autor para autor. Tal como Guy Debord também lipovetsky no apresenta duas visões da sociedade, mas, se o primeiro autor as apresenta paralela e simultaneamente ou seja, lado a lado, num mesmo tempo – uma a realidade, outra a sociedade do Espectáculo, já o segundo autor apresenta-nos a sociedade dividida em tempos, o tempo moderno e o tempo pós moderno.
No primeiro tempo – vemos uma sociedade regida por condutas colectivas, em que princípios legais religiosos, morais, ideais e ideias eram comuns ao todo á sociedade no geral, em que prevalecia o colectivo em detrimento do Individual. No entanto por volta de 1950 (e esta data coincide mais ano menos ano com a data do fim da segunda grande guerra) assiste-se a uma mudança de comportamentos na sociedade.
Assistiu-se a uma desagregação da sociedade dos costumes, como o próprio autor diz “trata-se de uma mutação sociológica global em curso” assiste-se a uma fractura da socialização disciplinar, o que anteriormente era tido como lei é agora questionado o que todos cumpriam é agora colocado em causa assiste-se à “instalação de uma sociedade flexível…leva-se em conta os factores humanos, no culto da naturalidade da cordialidade e do humor” Esta nova visão ou etapa da sociedade foca-se no Indivíduo não no colectivo.
Esta nova visão ou etapa, longe da aparência e do controle totalitário, acaba também por controlar o indivíduo.
Anteriormente havia um controle visível na prática de todas as acções e atitudes no grupo, na massa, na sociedade. Agora assiste-se a uma forma muito mais sublimada que surge “ já não através da tirania dos pormenores mas com o mínimo possível de coacção e o máximo possível de opções, com o mínimo de austeridade e o máximo de desejo com o mínimo de constrangimento e o máximo de compreensão. Processo de personalização, com efeito na medida em que as instituições doravante se fixam nas motivações w nos desejos, incitam á participação, organizam os tempos livres e as distracções manifestam uma mesma tendência no sentido da humanização, diversificação, da psicologização das modalidades de socialização” quer tudo isto dizer que de forma diferente voltam a ter o controle do individuo estes novos valores estes novos conceitos visão o individuo a liberdade do individuo mas criam teias em que essa mesma liberdade acaba por ser condicionada manipulada pelos novos valores criados.
Vivemos numa sociedade supostamente livre mas acabamos por nos sentirmos presos.
Presos a modas que negamos seguir, presos a valores com que concordamos, mas que negamos pois acabam por ir contra os novos valores impostos, acabamos por estar também nós a viver uma tirania, se bem que esta escondida por baixo de uma imagem de liberdade de libertação do Individuo, se alguém ousa dizer que ainda acredita nas instituições casamento por exemplo, é logo apontado como CARETA.
Para finalizar, é tão interessante ler estes autores e ver que descrevem coisas que sentimos coisas de que nos apercebemos, mas que não conseguimos explicar, eu sinto este vazio que este autor fala, sinto a falta de bases, sinto este caminhar abandonado das pessoas, sinto que andamos todos a caminhar para algo, mas que nem sabemos bem para quê.
Sinto que valores que anteriormente faziam sentido, deixam de fazer agora, o indivíduo a sociedade já não acredita nas Instituições família, casamento, ensino, etc.
Procura-se uma satisfação que não é colmatada em nenhuma das formas criadas para o fazer. Ironicamente numa altura em que temos acesso a tudo, em que tudo se compra sentimo-nos nus falta-nos algo, e isso é tão premente, esse sentimento é tão geral visível e gritante, que de forma irónica podemos dar o exemplo da anorexia uma doença dos dias de hoje, da cultura dos dias de hoje, como é possível que indivíduos que tem acesso a toda a alimentação possam negar-se a comer ao ponto de morrerem, não falo de pessoas que querem alimentar-se mas não podem. Falo de pessoas que tendo tudo para se alimentarem não o fazem, este será talvez a meu ver o resultado mais dramático e irónico desta sociedade vazia em que o acesso a tudo, em que o possuir tudo não enche “cá por dentro”.
É caso, e agora finalizando mesmo, para ir buscar José Saramago no seu belíssimo texto A Avo Josefa, e questionar: Será que ela sentia este vazio????
Creio que não.
CARTA PARA JOSEFA, MINHA AVÓ
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa; já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (contaste-mo tu ou terei sonhado que mo contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti - e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são como as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila necessidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.
Começarei pelo autor Guy Debord com o capítulo I do Livro a Sociedade do Espectáculo
Guy Debord, de forma crítica, apresenta-nos uma sociedade que vive um simulacro, vive uma realidade, mediatizada pela sociedade do espectáculo.
Para ele, estamos perante uma sociedade de mentira perante uma sociedade da ilusão controlada e mediatizada por um poder totalitário que utiliza precisamente o espectáculo para massificar opiniões, ideias e ideais e para, dessa forma, controlar o que aparentemente não parece ser controlado.
É interessante que ao ler estas mini teses me lembrei de outros filósofos por ex. Kierkegaard quando disse que “A multidão é a mentira”, a multidão, o todo unificado, controlado, manipulado a viver uma mentira escondido num todo que é a sociedade neste caso do espectáculo.
Também me lembrei de Karl Marx, em determinada altura deste capítulo, por causa do conceito de Alienação. Nas teses finais o autor também fala do poder que o espectáculo permite trazer a quem o impõe ele afirma que: “O espectáculo é o discurso ininterrupto que a ordem presente faz sobre si própria, o seu modelo elogioso. É o auto-retrato do poder na época da sua gestão totalitária das condições da existência” tal como Marx também falava das ordens dos estados totalitários, que provocavam a alienação do trabalhador, que o manipulavam não só na relação com o produto do seu trabalho mas em todo o processo de produção.
Voltando a Guy, logo na introdução do livro no início do capítulo, na frase de Feuerbach se denota a critica à sociedade, nesta frase ele sintetiza o que vai desenvolvendo ao longo das teses:
A forma superficial, aparente em que se vive na sociedade actual, o autor diz que nestes tempos se prefere a imagem à coisa, ao real, a copia ao original. Mais adiante ele apresenta-nos a sociedade como mediatizada representada num simulacro em algo que não é a realidade é algo, mas não o real é a sociedade do espectáculo.
“ É o espectáculo em geral como o inversão concreta da vida”.
Ele foca no início do capítulo “ que as imagens se desligaram de cada aspecto da vida, fundem-se num curso comum, onde a unidade desta vida já não pode ser restabelecida”
Ele descreve a vivência como sendo algo ilusório, uma dimensão da própria realidade.
Não sei porquê mas só me vem à cabeça a imagem do Neo no Filme Matrix na cena em que tem escolher entre os dois comprimidos
“Morfeu: You can feel it when you go to work when you go to church when you pay your taxes. It is the world that has been pulled over your eyes to blind you from the truth.
Neo: What truth?
Morfeu: That you are a slave. Like everyone else, you were born into bondage born into a prison that you cannot smell or taste or touch. A prison for your mind. Unfortunately, no one can be told what the Matrix is. You have to see it for yourself. This is your last chance. After this, there is no turning back. You take the blue pill the story ends; you wake up in your bed and believe whatever you want to believe.
You take the red pill you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit hole goes. Remember all I’m offering is the truth. Nothing more”
Acabo por associar as duas coisas o filme e este texto, pois no filme também se tratavam duas vivências paralelas, uma que era a realidade e outra que era o simulacro da realidade. Podemos comparar aqui a sociedade do espectáculo com a realidade que é dada a Neo quando toma o comprimido vermelho ou o simulacro do real, que seria o viver como até então tinha vivido.
No inicio do livro, quando o autor nos apresenta esta dualidade: sociedade real e sociedade do espectáculo parece-me que se está a referir numa primeira analise à “socialite” ou à sociedade cor de rosa ao mundo do espectáculo mediatizado nas revistas cor de rosa, ao belo e efémero, às mulheres perfeitas esculpidas em silicone, aos pares lindíssimos, às pessoas que parecem existir apenas naquelas folhas, naqueles programas, o mundo cor de rosa dos flashes. No entanto mais adiante e na continuação da leitura, ele parece aprofundar e alargar este conceito ao todo, à sociedade toda em geral, como nos apresenta na tese 6 “ Sob todas as formas particulares – informação ou propaganda, publicidade ou consciência directa de divertimentos, o espectáculo constitui o modelo presente na vida socialmente dominante. Ele é a afirmação omnipresente da escolha já feita na produção, e o seu corolário o consumo”.
Nesta tese ele apresenta-nos perfeitamente esta ideia de que não é só à esfera do social que se refere, mas à sociedade em geral.
Vive-se da imagem que é mediatizada pelos meios de comunicação a realidade é a “ papinha mastigada”, que nos passam ao jantar enquanto estamos a ver televisão ou lemos os jornais ou ouvimos a rádio ou…ou…ou.
É engraçado, há uns anos, lembro-me ter ouvido um velhote dizer que não acreditava que o homem tivesse ido à lua, bem sei que é um exemplo exagerado, mas ele dizia que tinha sido tudo montado para os americanos controlarem o mundo, não tenho dúvidas de que realmente foram, mas. Não seria tão simples criar essa realidade???
Sei que estou a exagerar, mas seria possível. Como é possível ainda hoje criar ilusões vivências nas pessoas, por exemplo lembro-me também do filme the Truman Show um filme em que, Jim Carrey, a personagem principal vive uma vida manipulada, simulando uma realidade que afinal não é mais do que um cenário, um estúdio gigante, que ele pensa ser a sua própria vida. Logicamente a determinada altura as coisas começam a não engrenar umas nas outras e ele acaba por descobrir toda a trama.
Esta é uma boa figura de estilo para comparar este tema – a vida real e a sociedade do espectáculo – que estão presentes nele (TRUMAN) e através dele, afinal, ele é o próprio simulacro, ele é o exemplo vivo da vida do espectáculo, mesmo sem saber, – através dele os espectadores assistem a esse espectáculo criado e através dele são alcançados e também manipulados vivem a sociedade do espectáculo”
Guy fala também da vivência da aparência, do viver para ter, para mostrar, para aparecer, “ O que aparece é bom o que é bom aparece”, é quase como dizer: “falem bem ou mal de mim, mas falem”, é sinal que existo como se o existir nesta sociedade por ele descrita, só se materializasse pelo aparecer, pelo mostrar, convertendo-se “as imagens reais em aparência em espectáculo”. Como se a existência só fosse passível de acontecer, nesta dimensão no facto de aparecer.
Finalizando, o autor fala-nos de uma sociedade sem rumo, superficial, mediada, simulada, em que a realidade se vive pelas representações sociais, em que o verbo SER, dá lugar ao verbo TER e este por sua vez ao verbo APARECER e PARECER, esta é para o autor a grande questão viver ou parecer viver???
É interessante, agora já entrando na análise do segundo autor, ver como as perspectivas sociais podem ser diferentes de autor para autor. Tal como Guy Debord também lipovetsky no apresenta duas visões da sociedade, mas, se o primeiro autor as apresenta paralela e simultaneamente ou seja, lado a lado, num mesmo tempo – uma a realidade, outra a sociedade do Espectáculo, já o segundo autor apresenta-nos a sociedade dividida em tempos, o tempo moderno e o tempo pós moderno.
No primeiro tempo – vemos uma sociedade regida por condutas colectivas, em que princípios legais religiosos, morais, ideais e ideias eram comuns ao todo á sociedade no geral, em que prevalecia o colectivo em detrimento do Individual. No entanto por volta de 1950 (e esta data coincide mais ano menos ano com a data do fim da segunda grande guerra) assiste-se a uma mudança de comportamentos na sociedade.
Assistiu-se a uma desagregação da sociedade dos costumes, como o próprio autor diz “trata-se de uma mutação sociológica global em curso” assiste-se a uma fractura da socialização disciplinar, o que anteriormente era tido como lei é agora questionado o que todos cumpriam é agora colocado em causa assiste-se à “instalação de uma sociedade flexível…leva-se em conta os factores humanos, no culto da naturalidade da cordialidade e do humor” Esta nova visão ou etapa da sociedade foca-se no Indivíduo não no colectivo.
Esta nova visão ou etapa, longe da aparência e do controle totalitário, acaba também por controlar o indivíduo.
Anteriormente havia um controle visível na prática de todas as acções e atitudes no grupo, na massa, na sociedade. Agora assiste-se a uma forma muito mais sublimada que surge “ já não através da tirania dos pormenores mas com o mínimo possível de coacção e o máximo possível de opções, com o mínimo de austeridade e o máximo de desejo com o mínimo de constrangimento e o máximo de compreensão. Processo de personalização, com efeito na medida em que as instituições doravante se fixam nas motivações w nos desejos, incitam á participação, organizam os tempos livres e as distracções manifestam uma mesma tendência no sentido da humanização, diversificação, da psicologização das modalidades de socialização” quer tudo isto dizer que de forma diferente voltam a ter o controle do individuo estes novos valores estes novos conceitos visão o individuo a liberdade do individuo mas criam teias em que essa mesma liberdade acaba por ser condicionada manipulada pelos novos valores criados.
Vivemos numa sociedade supostamente livre mas acabamos por nos sentirmos presos.
Presos a modas que negamos seguir, presos a valores com que concordamos, mas que negamos pois acabam por ir contra os novos valores impostos, acabamos por estar também nós a viver uma tirania, se bem que esta escondida por baixo de uma imagem de liberdade de libertação do Individuo, se alguém ousa dizer que ainda acredita nas instituições casamento por exemplo, é logo apontado como CARETA.
Para finalizar, é tão interessante ler estes autores e ver que descrevem coisas que sentimos coisas de que nos apercebemos, mas que não conseguimos explicar, eu sinto este vazio que este autor fala, sinto a falta de bases, sinto este caminhar abandonado das pessoas, sinto que andamos todos a caminhar para algo, mas que nem sabemos bem para quê.
Sinto que valores que anteriormente faziam sentido, deixam de fazer agora, o indivíduo a sociedade já não acredita nas Instituições família, casamento, ensino, etc.
Procura-se uma satisfação que não é colmatada em nenhuma das formas criadas para o fazer. Ironicamente numa altura em que temos acesso a tudo, em que tudo se compra sentimo-nos nus falta-nos algo, e isso é tão premente, esse sentimento é tão geral visível e gritante, que de forma irónica podemos dar o exemplo da anorexia uma doença dos dias de hoje, da cultura dos dias de hoje, como é possível que indivíduos que tem acesso a toda a alimentação possam negar-se a comer ao ponto de morrerem, não falo de pessoas que querem alimentar-se mas não podem. Falo de pessoas que tendo tudo para se alimentarem não o fazem, este será talvez a meu ver o resultado mais dramático e irónico desta sociedade vazia em que o acesso a tudo, em que o possuir tudo não enche “cá por dentro”.
É caso, e agora finalizando mesmo, para ir buscar José Saramago no seu belíssimo texto A Avo Josefa, e questionar: Será que ela sentia este vazio????
Creio que não.
CARTA PARA JOSEFA, MINHA AVÓ
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa; já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (contaste-mo tu ou terei sonhado que mo contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti - e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são como as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila necessidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.
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