Wabi -Rústico simples, fresco, sossegado. Sabi - Enxuto, Seco, Simples, frio, imperfeito. 7 - Perfeito
01/07/10
07/06/10
Winston Churchill
Um optimista vê uma oportunidade em cada calamidade.
Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade.
Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade.
coisas que quero fazer brevemente.
voltar a escrever,
pintar,
cantar,
desenhar,
emagrecer,
tatuar uma andorinha,
ler cenas que me façam bem,
ser sempre feliz com o meu amor e a minha "amora".
fazer mais surf,
passear mais,
ganhar o euromilhões.
viver em paz,
reciclar mais,
arrumar mais,
andar de patins...
pintar,
cantar,
desenhar,
emagrecer,
tatuar uma andorinha,
ler cenas que me façam bem,
ser sempre feliz com o meu amor e a minha "amora".
fazer mais surf,
passear mais,
ganhar o euromilhões.
viver em paz,
reciclar mais,
arrumar mais,
andar de patins...
Acerca do Amor - Alberoni.
Para quase todos, a experiência da beleza e da revelação da beleza apenas acontece excepcionalmente ou em certos períodos da vida. É o que sentem os pais de crianças pequenas. Sempre que olham para elas, ficam estupefactos e comovidos pela extraordinária graciosidade dos seus corpos, gestos, olhares. É uma contínua surpresa, uma contínua descoberta da beleza, que se torna necessidade de os abraçar e beijar para ficar com qualquer coisa deles. O mesmo se passa quando estamos apaixonados e observamos, encantados, o rosto, o corpo, o modo de falar e de andar da pessoa amada e ficamos gratos por nos ter sido concedido tão grande dádiva, tão incrível privilégio.
Mas o amor também nos permite ver a beleza do mundo que nos rodeia. Há quem diga que é uma ilusão, que quando estamos apaixonados projectamos no mundo as nossas fantasias, mas eu penso que, pelo contrário, potenciamos as nossas capacidades para ver e ouvir. A mãe que brinca feliz com o filho vê com maior intensidade as cores dos brinquedos, ouve o chilrear dos passarinhos. E quando fazemos uma viagem com a pessoa por quem estamos apaixonados percebemos, qual revelação, a deslumbrante beleza das casas da cidade que visitamos, o encanto dos recifes que se precipitam no mar, o brilho de um pôr do Sol, a sublime poesia de uma catedral ou mosteiro que nunca tínhamos visto. E tudo se multiplica quando comentamos, quando partilhamos esses pensamentos e emoções com o ser amado.
E, quando apreciamos a beleza de uma paisagem ou de uma obra de arte sozinhos, temos uma experiência que se assemelha ao êxtase. Nesse instante, é como se caíssem as barreiras que nos isolam do mundo e a essência do objecto irrompe, apodera-se de nós. É como no amor: quando entramos em contacto directo com a natureza profunda do outro, captamos-lhe a incrível e assombrosa singularidade.
Não devemos maravilhar-nos por o amor nos levar a ver a beleza. Abre os olhos, escancara o coração, põe-nos em contacto directo com a realidade. Dá-se o oposto se estivermos fechados sobre nós mesmos, tristes, cheios de raiva e desconfiados porque, quando o nosso coração está fechado, os nossos olhos também o estão. E até podemos passar em frente das mais belas maravilhas naturais, das mais sublimes obras de arte sem as ver nem sentir.
Mas o amor também nos permite ver a beleza do mundo que nos rodeia. Há quem diga que é uma ilusão, que quando estamos apaixonados projectamos no mundo as nossas fantasias, mas eu penso que, pelo contrário, potenciamos as nossas capacidades para ver e ouvir. A mãe que brinca feliz com o filho vê com maior intensidade as cores dos brinquedos, ouve o chilrear dos passarinhos. E quando fazemos uma viagem com a pessoa por quem estamos apaixonados percebemos, qual revelação, a deslumbrante beleza das casas da cidade que visitamos, o encanto dos recifes que se precipitam no mar, o brilho de um pôr do Sol, a sublime poesia de uma catedral ou mosteiro que nunca tínhamos visto. E tudo se multiplica quando comentamos, quando partilhamos esses pensamentos e emoções com o ser amado.
E, quando apreciamos a beleza de uma paisagem ou de uma obra de arte sozinhos, temos uma experiência que se assemelha ao êxtase. Nesse instante, é como se caíssem as barreiras que nos isolam do mundo e a essência do objecto irrompe, apodera-se de nós. É como no amor: quando entramos em contacto directo com a natureza profunda do outro, captamos-lhe a incrível e assombrosa singularidade.
Não devemos maravilhar-nos por o amor nos levar a ver a beleza. Abre os olhos, escancara o coração, põe-nos em contacto directo com a realidade. Dá-se o oposto se estivermos fechados sobre nós mesmos, tristes, cheios de raiva e desconfiados porque, quando o nosso coração está fechado, os nossos olhos também o estão. E até podemos passar em frente das mais belas maravilhas naturais, das mais sublimes obras de arte sem as ver nem sentir.
28/06/09
Elas
Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças. Elas enchem lancheiras e tarros e pastas de escola com latas e buchas e fruta embrulhada num pano limpo. Elas lavam os lençóis e as camisas que hão-de suar-se outra vez. Elas esfregam o chão de joelhos com escova de piaçaba e sabão amarelo e correm com os insectos a que não venham adoecer os seus enquanto dormem. Elas brigam nos mercados e praças por mais barato. Elas contam centavos. Elas costuram e enfiam malhas em agulhas de pau com as lãs que hão-de manter no corpo o calor da comida que elas fazem. Elas vêm com um cântaro de água à cinta e um molho de gravetos na cabeça. Elas limpam as pias e as tinas e as coelheiras e os currais. Elas acendem o lume. Elas migam hortaliça. Elas desencardem o fundo dos tachos. Elas passajam meias e calças e camisas e outra vez meias. Elas areiam o fogão com palha de aço. Elas calcorreiam a cidade a pé e à chuva porque naquele bairro os macacos são caros. Elas correm esbaforidas para não perder o comboio, o barco. Elas pousam o cesto e abrem a porta com a mão vermelha. Elas põem a tranca no palheiro. Elas enterram o dedo mínimo na galinha a ver se tem ovo. Elas acendem o lume. Elas mexem o arroz com um garfo de zinco. Elas lambem a ponta do fio de linha para virar a camisa. Elas enchem os pratos. Elas pousam o alguidar na borda da pia para aguentar. Elas arredam a coberta da cama. Elas abrem-se para um homem cansado. Elas também dormem.
Elas vão à parteira que lhes diz que já vai adiantado. Elas alargam o cós das saias. Elas choram a vomitar na pia. Elas limpam a pia. Elas talham cueiros. Elas passam fitilhos de seda no melhor babeiro. Elas andam descalças que os pés já não cabem no calçado. Elas urram. Elas untam o mamilo gretado com um dedal de manteiga. Elas cantam baixinho a meio da noite a niná -lo para que o homem não acorde. Elas raspam as fezes das fraldas com uma colher romba. Elas lavam. Elas carregam ao colo. Elas tiram o peito para fora debaixo de um sobreiro. Elas apuram o ouvido no escuro para ver se a gaiata na cama ao lado com os irmãos não dá por aquilo. Elas assoam. Elas lavam joelhos com água morna. Elas cortam calções e bibes de riscado. Elas mordem os beiços e torcem as mãos, a jorna perdida se o febrão não desce. Elas lavam os lençois com urina. Elas abrem a risca do cabelo, elas entrançam. Elas compram a lousa e o lápis e a pasta de cartão. Elas limpam rabos. Elas guardam uma madeixita entre d.ois trapos de gaze. Elas talham um vestido de fioco para uma boneca de papelão escondida debaixo da cama. Elas lavam as cuecas borradas do primeiro sémen, do primeiro salário, da recruta. Elas pedem fiado popeline da melhor para a camisa que hão-de levar para a França, para Lisboa. Elas vão à estação chorosas. Elas vêm trazer uin borrego à primeira barraca e ao primeiro neto. Elas poupam no eléctrico para um carrinho de corda.
Elas sobem para cima de um caixote, que ainda são pequenas para chegar à bancada de descarnar o peixe. Elas mondam, os dedos tolhidos de frieira e urtiga. Elas fazem descer a lâmina de cortar o coiro. Elas sopram nos dedos a aquecê-los, esfregam os olhos, voltam a pôr as mãos por detrás da lente a acertar os fios da matriz do transistor. Elas espremem as tetas da vaca para o balde apertado entre as pernas. Elas fecham num dia as pregas de papel de mil pacotes de bolacha. Elas acertam em duzentos casacos a postura da manga onde cravar o botão. Elas limpam o suor da testa com a manga e a foice rebrilha ao sol por cima da cabeça e da seara. Elas ouvem a matraca de dez teares enquanto a peça cresce diante, o fio amandado de braço a braço aberto. Elas cortam os dedos nas primeiras vinte cinco latas até calejar bem. Elas fazem a agulha passar para cá e lá em cruz na tela do tapete. Elas vigiam a última fieira de garrafas, caladas, à espera da sirene. Elas carregam o cesto de azeitona à cabeça já sem cantar, até que o sol se ponha.
Elas carregam no botão da caixa e fazem quinhentos trocos miúdos. Elas metem a cavilha, dizem outro número e passam a vigésima chamada. Elas mexem panelões que lhes chegam à cinta. Elas descem doze caixotes de lixo já noite fechada. Elas fazem todas as camas e despejos de uma família alheia. Elas picam bilhetes metidas numa caixa de vidro. Elas batem à máquina palavras que não entendem. Elas arquivam por ordem alfabética duas mil fichas e vinte e cinco ofícios. Elas vão outra vez buscar a gaveta das luvas para o balcão a ver se há aquele verde. Elas aspiram do pó antes das nove doze assoalhadas, e cento e dez degraus de alcatifa. Elas entram na praça manhã cedo, já vindas do lota ajoujadas com o peixe para as bancadas. Elas acertam as bainhas de joelhos, a boca cheia de alfinetes. Elas põem trinta e duas arrastadeiras e tiram sessenta temperaturas. Elas pintam unhas de homem. Elas guardam sanitas e fazem renda em pequenos cubículos sem janela.
Elas olham para o espelho muito tempo. Elas choram. Elas suspiram por um rapaz aloirado, por duas travessas para o cabelo cravejadas de pedrinhas, um anel com pérola. Elam limpam com algodão húmido as dobras da vagina da menina pensando, coitadinha. Elas escondem os panos sujos de sangue carregadas de uma grande tristeza sem razão. Elas sonham três noite a fio com um homem que só viram de relance à porta do café. Elas trazem no saco das compras uma pequena caixa de plástico que serve para pintar a borda dos olhos de azul. Elas inventam histórias de comadres como quem aventura. Elas compram às escondidas cadernos de romances em fotografias. Elas namoram muito. Elas namoram pouco. Elas não dormem a pensar em pequenas cortinas com folhos. Elas arrancam os primeiros cabelos brancos com uma pinça comprada na drogaria. Elas gritam a despropósito e agarram-se aos filhos acabados de sovar. Elas andam na vida sem a mãe saber, por mais três vestidos e um par de botas. Elas pagam a letra da moto ao que lhes bate. Elas não falam dessas coisas. Elas chamam de noite nomes que não vêm. Elas ficam absortas com a mola da roupa entre os dentes a olhar o gato sentado no telhado entre as sardinheiras. Elas queriam outra coisa.
Elas fizeram greves de braços caídos. Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta. Elas gritaram à vizinha que era fascista. Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas. Elas vieram para a rua de encarnado. Eles foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água. Elas gritaram muito. Elas encheram as ruas de cravos. Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes. Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua. Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo. Elas ouviram faltar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas. Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra. Elas choraram de ver o pai a guerrear com o filho. Elas tiveram medo e foram e não foram. Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas. Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro urna cruzinha laboriosa. Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões. Elas levantaram o braço nas grandes assembleias. Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos. Elas disseram à mãe, segure-me aqui os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é. Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada. Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão. Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens. Elas iam e não sabiam para aonde, mas que iam.
Elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado. São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Dezembro 1975
MARIA VELHO DA COSTA, Cravo, Lisboa, Moraes Editores, 1975.
Elas vão à parteira que lhes diz que já vai adiantado. Elas alargam o cós das saias. Elas choram a vomitar na pia. Elas limpam a pia. Elas talham cueiros. Elas passam fitilhos de seda no melhor babeiro. Elas andam descalças que os pés já não cabem no calçado. Elas urram. Elas untam o mamilo gretado com um dedal de manteiga. Elas cantam baixinho a meio da noite a niná -lo para que o homem não acorde. Elas raspam as fezes das fraldas com uma colher romba. Elas lavam. Elas carregam ao colo. Elas tiram o peito para fora debaixo de um sobreiro. Elas apuram o ouvido no escuro para ver se a gaiata na cama ao lado com os irmãos não dá por aquilo. Elas assoam. Elas lavam joelhos com água morna. Elas cortam calções e bibes de riscado. Elas mordem os beiços e torcem as mãos, a jorna perdida se o febrão não desce. Elas lavam os lençois com urina. Elas abrem a risca do cabelo, elas entrançam. Elas compram a lousa e o lápis e a pasta de cartão. Elas limpam rabos. Elas guardam uma madeixita entre d.ois trapos de gaze. Elas talham um vestido de fioco para uma boneca de papelão escondida debaixo da cama. Elas lavam as cuecas borradas do primeiro sémen, do primeiro salário, da recruta. Elas pedem fiado popeline da melhor para a camisa que hão-de levar para a França, para Lisboa. Elas vão à estação chorosas. Elas vêm trazer uin borrego à primeira barraca e ao primeiro neto. Elas poupam no eléctrico para um carrinho de corda.
Elas sobem para cima de um caixote, que ainda são pequenas para chegar à bancada de descarnar o peixe. Elas mondam, os dedos tolhidos de frieira e urtiga. Elas fazem descer a lâmina de cortar o coiro. Elas sopram nos dedos a aquecê-los, esfregam os olhos, voltam a pôr as mãos por detrás da lente a acertar os fios da matriz do transistor. Elas espremem as tetas da vaca para o balde apertado entre as pernas. Elas fecham num dia as pregas de papel de mil pacotes de bolacha. Elas acertam em duzentos casacos a postura da manga onde cravar o botão. Elas limpam o suor da testa com a manga e a foice rebrilha ao sol por cima da cabeça e da seara. Elas ouvem a matraca de dez teares enquanto a peça cresce diante, o fio amandado de braço a braço aberto. Elas cortam os dedos nas primeiras vinte cinco latas até calejar bem. Elas fazem a agulha passar para cá e lá em cruz na tela do tapete. Elas vigiam a última fieira de garrafas, caladas, à espera da sirene. Elas carregam o cesto de azeitona à cabeça já sem cantar, até que o sol se ponha.
Elas carregam no botão da caixa e fazem quinhentos trocos miúdos. Elas metem a cavilha, dizem outro número e passam a vigésima chamada. Elas mexem panelões que lhes chegam à cinta. Elas descem doze caixotes de lixo já noite fechada. Elas fazem todas as camas e despejos de uma família alheia. Elas picam bilhetes metidas numa caixa de vidro. Elas batem à máquina palavras que não entendem. Elas arquivam por ordem alfabética duas mil fichas e vinte e cinco ofícios. Elas vão outra vez buscar a gaveta das luvas para o balcão a ver se há aquele verde. Elas aspiram do pó antes das nove doze assoalhadas, e cento e dez degraus de alcatifa. Elas entram na praça manhã cedo, já vindas do lota ajoujadas com o peixe para as bancadas. Elas acertam as bainhas de joelhos, a boca cheia de alfinetes. Elas põem trinta e duas arrastadeiras e tiram sessenta temperaturas. Elas pintam unhas de homem. Elas guardam sanitas e fazem renda em pequenos cubículos sem janela.
Elas olham para o espelho muito tempo. Elas choram. Elas suspiram por um rapaz aloirado, por duas travessas para o cabelo cravejadas de pedrinhas, um anel com pérola. Elam limpam com algodão húmido as dobras da vagina da menina pensando, coitadinha. Elas escondem os panos sujos de sangue carregadas de uma grande tristeza sem razão. Elas sonham três noite a fio com um homem que só viram de relance à porta do café. Elas trazem no saco das compras uma pequena caixa de plástico que serve para pintar a borda dos olhos de azul. Elas inventam histórias de comadres como quem aventura. Elas compram às escondidas cadernos de romances em fotografias. Elas namoram muito. Elas namoram pouco. Elas não dormem a pensar em pequenas cortinas com folhos. Elas arrancam os primeiros cabelos brancos com uma pinça comprada na drogaria. Elas gritam a despropósito e agarram-se aos filhos acabados de sovar. Elas andam na vida sem a mãe saber, por mais três vestidos e um par de botas. Elas pagam a letra da moto ao que lhes bate. Elas não falam dessas coisas. Elas chamam de noite nomes que não vêm. Elas ficam absortas com a mola da roupa entre os dentes a olhar o gato sentado no telhado entre as sardinheiras. Elas queriam outra coisa.
Elas fizeram greves de braços caídos. Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta. Elas gritaram à vizinha que era fascista. Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas. Elas vieram para a rua de encarnado. Eles foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água. Elas gritaram muito. Elas encheram as ruas de cravos. Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes. Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua. Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo. Elas ouviram faltar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas. Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra. Elas choraram de ver o pai a guerrear com o filho. Elas tiveram medo e foram e não foram. Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas. Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro urna cruzinha laboriosa. Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões. Elas levantaram o braço nas grandes assembleias. Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos. Elas disseram à mãe, segure-me aqui os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é. Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada. Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão. Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens. Elas iam e não sabiam para aonde, mas que iam.
Elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado. São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Dezembro 1975
MARIA VELHO DA COSTA, Cravo, Lisboa, Moraes Editores, 1975.
07/10/08
Gregory of Nyssa
He who gives you the day will also give you the things necessary for the day.
Gregory of Nyssa
Gregory of Nyssa
Martin Luther King, J
We must accept finite disappointment,
but we must never lose infinite hope.
Martin Luther King, Jr
but we must never lose infinite hope.
Martin Luther King, Jr
Bodie Thoene
One day we will meet beside the river and our Lord will dry every tear.
For now, we must live in the joy of that promise and recall that for every generation life is hard,
but God is faithful.
Bodie Thoene
For now, we must live in the joy of that promise and recall that for every generation life is hard,
but God is faithful.
Bodie Thoene
06/10/08
Edward Everett Hale
We should never attempt to bear more than one kind of trouble at once.
Some people bear three kinds -
all they have had,
all they have now,
and all they expect to have.
Edward Everett Hale
Some people bear three kinds -
all they have had,
all they have now,
and all they expect to have.
Edward Everett Hale
04/10/08
Poder...
Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz
Vinicius de Moraes
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz
Vinicius de Moraes
Para Paul Newman

O mundo está menos AZUL, menos BELO, menos SONHADOR.
Morreu um ICONE – A personificação da BELEZA perfeita e perfeitamente HUMILDE.
MORREU PAUL NEWMAN
Morreu o meu actor preferido, aquele que desde pequena povoava a minha mente.
Um Sr. alguém que soube envelhecer com Beleza e Graciosidade, e quase eternidade.
É e será o meu Actor Preferido para sempre,
não houve nem haverá que posso "utilizar" assim o mar no Olhar.
Love Love Love...
Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
There's nothing you can do that can't be done.
Nothing you can sing that can't be sung.
Nothing you can say but you can learn how to play the game
It's easy.
There's nothing you can make that can't be made.
No one you can save that can't be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be in time
It's easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
There's nothing you can know that isn't known.
Nothing you can see that isn't shown.
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be.
It's easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
All you need is love (all together now)
All you need is love (everybody)
All you need is love, love, love is all you need.
There's nothing you can do that can't be done.
Nothing you can sing that can't be sung.
Nothing you can say but you can learn how to play the game
It's easy.
There's nothing you can make that can't be made.
No one you can save that can't be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be in time
It's easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
There's nothing you can know that isn't known.
Nothing you can see that isn't shown.
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be.
It's easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
All you need is love (all together now)
All you need is love (everybody)
All you need is love, love, love is all you need.
02/07/08
Free at Last
When we let freedom ring ...
When we let it ring from every village and every hamlet,
From every state and every city,
We will be able to speed up that day when all of God's children:
Black men and white men,
Jews and Gentiles,
Protestants and Catholics,
Will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual,
Free at last,
Free at last.
Thank God almighty,
We are free at last.
Martin Luther King, Jr
When we let it ring from every village and every hamlet,
From every state and every city,
We will be able to speed up that day when all of God's children:
Black men and white men,
Jews and Gentiles,
Protestants and Catholics,
Will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual,
Free at last,
Free at last.
Thank God almighty,
We are free at last.
Martin Luther King, Jr
18/03/08
09/03/08
John Baillie
For the power Thou hast given me to lay hold of things unseen:
For the strong sense I have that this is not my home:
For my restless heart which nothing finite can satisfy:
I give Thee thanks, O God.
For the invasion of my soul by Thy HolySpirit:
For all human love and goodness that speak to me of Thee:
For the fullness of Thy glory outpoured in Jesus Christ:
I give Thee thanks, O God.
For the strong sense I have that this is not my home:
For my restless heart which nothing finite can satisfy:
I give Thee thanks, O God.
For the invasion of my soul by Thy HolySpirit:
For all human love and goodness that speak to me of Thee:
For the fullness of Thy glory outpoured in Jesus Christ:
I give Thee thanks, O God.
07/03/08
Richard Rolle
The name of Jesus is in my mind as a joyful song,
in my ear a heavenly music,
and in my mouth a sweet honey.
in my ear a heavenly music,
and in my mouth a sweet honey.
03/01/08
Novo Ano
Não me interessa qual é o teu modo de vida.
Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.
Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.
Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.
Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, "Sim!"
Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.
Não me interessa quem és, como chegaste aqui.
Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.
Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.
Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.
Oriah Mountain Dreamer, escritora norte-americana, Maio, 1994
Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.
Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor.
Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.
Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, "Sim!"
Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.
Não me interessa quem és, como chegaste aqui.
Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.
Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.
Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.
Oriah Mountain Dreamer, escritora norte-americana, Maio, 1994
31/12/07
Oswald Chambers
Faith is unutterable trust in God,
trust which never dreams that He will not stand by us.
trust which never dreams that He will not stand by us.
Rabbi Harold Kushner
When you carry out acts of kindness, you get a wonderful feeling inside.
It is as though something inside your body responds and says,
"Yes, this is how I ought to feel."
Rabbi Harold Kushner
It is as though something inside your body responds and says,
"Yes, this is how I ought to feel."
Rabbi Harold Kushner
Como manter-se jovem...
Como manter-se jovem
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes
paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja.
Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /
ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a
um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes
paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja.
Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /
ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a
um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
29/11/07
09/11/07
Theodore Roosevelt
It may be true that he travels farthest who travels alone, but
the goal thus reached is not worth reaching.
Theodore Roosevelt
the goal thus reached is not worth reaching.
Theodore Roosevelt
já é Sexta...
I learned that life is not just a destination but a journey.
While the expedition can be long and arduous, it can be full of
beauty and pleasure as well.
Wayne Holmes
While the expedition can be long and arduous, it can be full of
beauty and pleasure as well.
Wayne Holmes
24/10/07
I am a little church
i am a little church (no great cathedral)
far from the splendor and squalor of hurrying cities
-i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april
my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth's own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying) children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness
around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope, and i wake to a perfect patience of mountains
i am a little church (far from the frantic
world with its rapture and anguish) at peace with nature
-i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing
winter by spring, i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)
E.E. Cummings
far from the splendor and squalor of hurrying cities
-i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april
my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth's own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying) children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness
around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope, and i wake to a perfect patience of mountains
i am a little church (far from the frantic
world with its rapture and anguish) at peace with nature
-i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing
winter by spring, i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)
E.E. Cummings
15/10/07
Hoje passou por mim uma mulher a chorar.
chorava tanto, que tive tanta pena dela que só me apeteceu ir ter com ela e dar-lhe um abraço.
Claro que não o fiz mas passado um bocadinho comecei como já é habito a questionar na minha cabecinha porque raio não o fiz porque não fui abraçar aquela mulher?
Era tão simples faze-lo nem tinha que falar sequer, só tinha que estender os braços e dar-lhe um abraço.
Não o fiz e sei porquê.
Porque não estamos preparados para um acto destes, as pessoas estão prontas a ouvir reclamações, estão prontas a entrar em discussões pelas estupidezes mais simples, como o lugar num transporte publico, ou o taxi ou a fila para um café, parece que para as coisas más todos estamos preparados, para refilar para ouvir refilar. Mas se alguém sorri, se alguém diz bom dia, se alguém se digna a ceder um abraço a alguém que dele necessite, as pessoas espantam-se, a pessoa vai parar concerteza de chorar de se sentir triste por momentos, mas só pelo espanto.
A nossa forma de ser, a nossa sociedade não está preparada para estes actos.
Por isto um dia há muitos anos, houve UM que curou, que amou, que salvou, que consolou, que alimentou, que abraçou que sorriu e que por todos esses actos foi crucificado, mas esse UM, não era UM qualquer ELE era o TAL o Alfa e o Omega o Principio e o Fim e NELE todas as coisas que são mortas renascem tudo se faz novo, por ser O TAL nunca se importou com aquilo que os outros pensavam ELE apenas sentia no seu coração a dor dos outros e sabia o que fazer para anular essa dor, às vezes é uma palavra, outras vezes é um sorriso, um abraço uma mão amiga, as vezes é um prato de sopa ou um agasalho. Quem me dera também agir sem medos, e assim conseguir perceber o coração e necessidades de alguns.
chorava tanto, que tive tanta pena dela que só me apeteceu ir ter com ela e dar-lhe um abraço.
Claro que não o fiz mas passado um bocadinho comecei como já é habito a questionar na minha cabecinha porque raio não o fiz porque não fui abraçar aquela mulher?
Era tão simples faze-lo nem tinha que falar sequer, só tinha que estender os braços e dar-lhe um abraço.
Não o fiz e sei porquê.
Porque não estamos preparados para um acto destes, as pessoas estão prontas a ouvir reclamações, estão prontas a entrar em discussões pelas estupidezes mais simples, como o lugar num transporte publico, ou o taxi ou a fila para um café, parece que para as coisas más todos estamos preparados, para refilar para ouvir refilar. Mas se alguém sorri, se alguém diz bom dia, se alguém se digna a ceder um abraço a alguém que dele necessite, as pessoas espantam-se, a pessoa vai parar concerteza de chorar de se sentir triste por momentos, mas só pelo espanto.
A nossa forma de ser, a nossa sociedade não está preparada para estes actos.
Por isto um dia há muitos anos, houve UM que curou, que amou, que salvou, que consolou, que alimentou, que abraçou que sorriu e que por todos esses actos foi crucificado, mas esse UM, não era UM qualquer ELE era o TAL o Alfa e o Omega o Principio e o Fim e NELE todas as coisas que são mortas renascem tudo se faz novo, por ser O TAL nunca se importou com aquilo que os outros pensavam ELE apenas sentia no seu coração a dor dos outros e sabia o que fazer para anular essa dor, às vezes é uma palavra, outras vezes é um sorriso, um abraço uma mão amiga, as vezes é um prato de sopa ou um agasalho. Quem me dera também agir sem medos, e assim conseguir perceber o coração e necessidades de alguns.
02/10/07
há coisas que mudam a nossa vida...
The storm is coming but I don't mind
People are dying, I close my blinds
All that i know is I'm breathing now
I want to change the world...instead I sleep
I want to believe in more than you and me
But all that I know is I'm breathing
All i can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All that I know is I'm breathing
All I can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
People are dying, I close my blinds
All that i know is I'm breathing now
I want to change the world...instead I sleep
I want to believe in more than you and me
But all that I know is I'm breathing
All i can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All that I know is I'm breathing
All I can do is keep breathing.
All we can do is keep breathing now.
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
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